Fechei o ciclo que durante 10 anos me impediu de amar, que me impediu de me entregar de corpo e alma a quem me escolheu para amar. Fechei o ciclo e senti-me aliviada, feliz, senti-me a renascer e com esperança na Vida, na minha vida... É difícil percebermos a altura certa de fechar um ciclo. Confesso que tive uma ajuda extra, do Universo. Todos os sinais que me enviavam indicavam que estava a percorrer um caminho oposto ao meu propósito. Mas por vezes andamos tão iludidos no que achamos ser o Amor, o único amor que me faria feliz (pensava eu) que nos esquecemos de ouvir o que queremos e o que realmente nos faz feliz.
Esqueci-me durante anos e anos, violei todos os meus sentimentos e vontades, todas as lágrimas e palavras... que nunca teria de ouvir tivesse eu respeito por mim própria.
o copo transbordou vezes e vezes sem conta e nem a isso eu prestei atenção. Estava focada em fazer resultar algo que nunca teve resolução desde o primeiro dia, sei disso hoje.
Então baixei os braços e a vida foi-me levando para longe, até eu perceber que era mais feliz, longe de tudo aquilo.
Fechei o ciclo, e fechei-o convicta de que era para sempre. Fechei-o com respeito pelo outro mas acima de tudo por respeito a mim mesma. Depois senti o vazio de um preenchido que pensara ter mas que nunca passara de uma ilusão. A ilusão faz-nos sofrer mais que a dor, a ofensa. Porque a ilusão transporta-nos para mundos que só vivem dentro de nós e que raramente são partilhados por outros. A nossa ilusão não cohabita com outras, não convive, não socializa. É nossa, apenas.
Fechei o coração para sarar as feridas. São muitas ao longo de 10 anos. Não era víitima de nada senão de mim mesma, da minha permissão. Fechei o coração e deixei-o sangrar até à última gota de sangue. Limpei tudo o que tinha da limpar, perdoei, mas acima de tudo perdoei-me a mim mesma. E quando o fiz, o coração abriu-se. E a vida ofereceu-me o Amor.
Namasté
domingo, 7 de Dezembro de 2008
terça-feira, 25 de Novembro de 2008
renascer
Todos os dias de manhã dou por mim respirar como se tivesse acabado de nascer... E, se nos primeiros dias me assustava hoje encaro como o que é na realidade: um renascimento. Renasci. A vida preparou-me para este renascimento, tirou-me o que não fazia falta deu-me o que me completa, e não foi carinhosa a fazê-lo, mas ainda bem. Não percebi de imediato o significado de tudo... como nunca percebo devido à minha extrema necessidade de entender tudo, esquecendo-me de apenas confiar e ter fé.
Pelo caminho, fui perdendo capacidades e quando dei conta estava longe de onde começara. É verdade, o caminho tem tantos cruzamentos e encruzilhadas, optar faz parte a cada minuto que passa. Mas quando essas opções são feitas sem respeito por nós mesmos, sem ouvirmos o que o nosso Ser nos diz, perdemo-nos. E foi assim que andei, perdida. Pior. Todos os passos que dera em frente, recuei. Tudo isto sem passar pela casa de partida. Via apenas o que me punham à frente apenas porque a linguagem era diferente, diziam-me, e eu desistira... de mim, da minha tribo, da minha comunidade.Os sinais eram os mesmos, vindos de quem fosse. As palavras conjugavam-se em diferentes tempos mas sempre com uma verdade e sincronicidade assustadoras.
Quando, ao fim de tantos meses perdida, despertei. Abri os olhos e lá estavam todos, tal como sempre estiveram à minha espera. Tal como eu os deixara. E quando pensava que o regresso a "casa" era impossivel... eis que a vida me trouxe de volta, em braços, e me deitou junto dos meus.
Cheguei finalmente...
Namasté
Pelo caminho, fui perdendo capacidades e quando dei conta estava longe de onde começara. É verdade, o caminho tem tantos cruzamentos e encruzilhadas, optar faz parte a cada minuto que passa. Mas quando essas opções são feitas sem respeito por nós mesmos, sem ouvirmos o que o nosso Ser nos diz, perdemo-nos. E foi assim que andei, perdida. Pior. Todos os passos que dera em frente, recuei. Tudo isto sem passar pela casa de partida. Via apenas o que me punham à frente apenas porque a linguagem era diferente, diziam-me, e eu desistira... de mim, da minha tribo, da minha comunidade.Os sinais eram os mesmos, vindos de quem fosse. As palavras conjugavam-se em diferentes tempos mas sempre com uma verdade e sincronicidade assustadoras.
Quando, ao fim de tantos meses perdida, despertei. Abri os olhos e lá estavam todos, tal como sempre estiveram à minha espera. Tal como eu os deixara. E quando pensava que o regresso a "casa" era impossivel... eis que a vida me trouxe de volta, em braços, e me deitou junto dos meus.
Cheguei finalmente...
Namasté
quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Regresso
A vida é mesmo assim, por vezes afasta-nos do nosso propósito, enrola-nos como se de uma gigante onda do mar se tratasse e quando nos larga na areia deixa-nos sem sentidos, inconscientes. Com o tempo ganhamos forças, retomamos a respiração e levantamo-nos. À minha volta todos os que eu sabia estarem à minha espera e mais alguns que o Universo me ofereceu para que eu saiba que Ele não faz as coisas por acaso e que tudo tem uma razão de ser.
Percebo agora tudo. E sim, sou parte deste Todo que me envolve, que me alimenta, que me guia e ilumina.
Os caminhos do Amor regressaram à minha e à vida de quem os quiser partilhar.
OM SHANTI
Percebo agora tudo. E sim, sou parte deste Todo que me envolve, que me alimenta, que me guia e ilumina.
Os caminhos do Amor regressaram à minha e à vida de quem os quiser partilhar.
OM SHANTI
sexta-feira, 4 de Julho de 2008
tropeções
E agora falando de amores e desamores. Também fazem parte do percurso. Foram tempos mais calmos os que se seguiram, o trabalho ocupava-me a mente e o João o espírito. Um equilíbrio estranho mas reconfortante para quem quer fugir de si mesma. O João foi uma espécie de bálsamo da tranquilidade em mim, contrabalançando com o turbilhão que vivia 10 horas por dia no trabalho e com a confusão que tinha fechado na caixinha. Hoje não sei se lhe chame Amor ou simplesmente Amizade (se é que podemos desassociar ambos), mas seja o que tenha sido, o caminho percorrido foi o que tinha de ser.
Vivi com o João três anos... mas sempre com o Nuno no coração. E é curioso, foi o Nuno que me apresentou o João. Mas a este tema voltarei mais adiante.
Ainda assim, fui feliz. O João mostrou-me um mundo cheio de cor, de sorrisos, de partilha e união. Mas não se consegue ser feliz por muito tempo quando parte de nós não está presente. A união tinha um fim anunciado desde o início. E assim foi...
Vivi com o João três anos... mas sempre com o Nuno no coração. E é curioso, foi o Nuno que me apresentou o João. Mas a este tema voltarei mais adiante.
Ainda assim, fui feliz. O João mostrou-me um mundo cheio de cor, de sorrisos, de partilha e união. Mas não se consegue ser feliz por muito tempo quando parte de nós não está presente. A união tinha um fim anunciado desde o início. E assim foi...
quarta-feira, 2 de Julho de 2008
novo despertar
Tudo tinha deixado de ter importância. Deixei a escrita, as palavras, os poemas e teatros... Estava focada apenas e somente em perceber a morte... esqueci-me de perceber a Vida. Chorei a perda e esqueci-me de agradecer a Vida. Cai e não me quis levantar. Os anos que se seguiram foram de bloqueio. Passei horas a construir muros e barreiras, afastando todos de mim de forma a não perder mais. Perdi a capacidade de amar... de me amar.
Um novo despertar chegou anos mais tarde. Um "wake up call" desesperado da minha mãe, que farta de me ver "moribunda" ultimou-me a Viver. Aos poucos fui-me reconhecendo e aceitando o Caminho tal como ele se apresentava. Mas cá dentro as dúvidas permaneciam. Ainda assim, pus todos esses sentimentos numa caixinha e fechei-a. Ficou ali guardada... para mais tarde.
Estavamos em 2000, ano em que comecei a trabalhar (no que ainda hoje faço), numa empresa de renome, importante e recheada de tudo o que procurava: trabalho e esquecimento. Nunca pensei que o sonho poderia um dia transformar-se no pior pesadelo.
Dediquei-me de corpo e alma, horas a fio, sem descanso, ao meu sonho. Aos poucos surgia a insatisfação, um chamamento que não percebia de onde via, de quem! Desculpava-me com o cansaço, tirava uns dias de férias e tudo ficava bem. Sete anos assim... a calar as vozes interiores, a renegar todos os sinais do Universo e a insistir caminhar por um Caminho que não o meu.
Namasté
Um novo despertar chegou anos mais tarde. Um "wake up call" desesperado da minha mãe, que farta de me ver "moribunda" ultimou-me a Viver. Aos poucos fui-me reconhecendo e aceitando o Caminho tal como ele se apresentava. Mas cá dentro as dúvidas permaneciam. Ainda assim, pus todos esses sentimentos numa caixinha e fechei-a. Ficou ali guardada... para mais tarde.
Estavamos em 2000, ano em que comecei a trabalhar (no que ainda hoje faço), numa empresa de renome, importante e recheada de tudo o que procurava: trabalho e esquecimento. Nunca pensei que o sonho poderia um dia transformar-se no pior pesadelo.
Dediquei-me de corpo e alma, horas a fio, sem descanso, ao meu sonho. Aos poucos surgia a insatisfação, um chamamento que não percebia de onde via, de quem! Desculpava-me com o cansaço, tirava uns dias de férias e tudo ficava bem. Sete anos assim... a calar as vozes interiores, a renegar todos os sinais do Universo e a insistir caminhar por um Caminho que não o meu.
Namasté
quarta-feira, 25 de Junho de 2008
caem livros
Continuando a partilha... O ano era o de 1997. Aos 22 anos, e poucos dias após a morte do meu pai, a minha revolta com o Mundo e, claro, com Deus, tornava-se maior que eu própria. Não entendia tanta coisa, como forma de acalmar a dor, o meu racional necessitava de entender o porquê da morte, para onde vão as pessoas quando morrem, e se me diziam que a missão dele tinha terminado eu perguntava como era possível com tantos sonhos por realizar... Andei anos nisto, a tentar saber o porquê!
Mas como dizia... poucos dias depois veio-me parar à mão, ou melhor, caiu-me diante dos olhos, o livro A Profecia Celestina, em inglês. Aliás, é um dado curioso mas verdadeiro. Nesta minha Caminhada todos os livros que "preciso" ler caem-me à frente, são-me oferecidos pelo Universo. Mas este é um tema do qual falarei mais adiante.
Como sempre foi meu hábito abri o livro na última página e li... todas as palavras ali depositadas tiveram um impacto em mim inacreditável. Li e reli de ponta a ponta tirei apontamentos deliciei-me. No final, e pela primeira vez em muitos meses, tranquilizei-me, mesmo sem perceber como e porquê. Também não queria saber, gostei da sensação de harmonia. Foi assim que pela primeira vez ouvi falar em Energia. A palavra não me era desconhecida mas sim algo que habitava em mim mas por alguma razão havia sido bloqueado, fechado a sete chaves, esquecido. Comecei a olhar para tudo de forma diferente, a entender as "trocas" e os "ataques" as abordagens e distanciamentos intuitivamente.
Umas semanas mais tarde, conversando com uma amiga sobre o livro, ela abre a mala e dá-me O Alquimista. Sem resistências li e reli e a sensação de harmonia continuou. Mas o Verão estava a terminar e aproximava-se o regresso ao mundo, à sociedade. Era como se nos quase três meses de férias eu tivesse saído deste planeta, sendo que a única preocupação não era comigo mas sim com a minha mãe e irmã. Eu... não era importante.
E assim foi, voltei às aulas na faculdade. O turbilhão de sentimentos e dúvidas e revolta regressaram e com eles fechei-me novamente.
Namasté
Mas como dizia... poucos dias depois veio-me parar à mão, ou melhor, caiu-me diante dos olhos, o livro A Profecia Celestina, em inglês. Aliás, é um dado curioso mas verdadeiro. Nesta minha Caminhada todos os livros que "preciso" ler caem-me à frente, são-me oferecidos pelo Universo. Mas este é um tema do qual falarei mais adiante.
Como sempre foi meu hábito abri o livro na última página e li... todas as palavras ali depositadas tiveram um impacto em mim inacreditável. Li e reli de ponta a ponta tirei apontamentos deliciei-me. No final, e pela primeira vez em muitos meses, tranquilizei-me, mesmo sem perceber como e porquê. Também não queria saber, gostei da sensação de harmonia. Foi assim que pela primeira vez ouvi falar em Energia. A palavra não me era desconhecida mas sim algo que habitava em mim mas por alguma razão havia sido bloqueado, fechado a sete chaves, esquecido. Comecei a olhar para tudo de forma diferente, a entender as "trocas" e os "ataques" as abordagens e distanciamentos intuitivamente.
Umas semanas mais tarde, conversando com uma amiga sobre o livro, ela abre a mala e dá-me O Alquimista. Sem resistências li e reli e a sensação de harmonia continuou. Mas o Verão estava a terminar e aproximava-se o regresso ao mundo, à sociedade. Era como se nos quase três meses de férias eu tivesse saído deste planeta, sendo que a única preocupação não era comigo mas sim com a minha mãe e irmã. Eu... não era importante.
E assim foi, voltei às aulas na faculdade. O turbilhão de sentimentos e dúvidas e revolta regressaram e com eles fechei-me novamente.
Namasté
segunda-feira, 23 de Junho de 2008
ponto de partida
Tudo começou aos 10 anos com a percepção de que algo de diferente se passava comigo. Bem, na verdade tudo começou quando nasci, claro. Sempre fui uma criança alegre, cheia de energia mas revoltada, nem sei bem com o quê. Lembro de me sentir desencaixada de tudo, dos miúdos da minha idade, do ambiente que me rodeava, da escola, de tudo...
Mas voltando ao ponto de partida. Aos 10 anos comecei a sentir presenças no meu quarto, sempre que estava às escuras, à noite. Não me recordo se as presenças eram boas ou más, nunca analisei isso. Via vultos, sentia presenças, ouvia vozes. Nunca me fizeram mal. Quando adormecia acordava molhada em suor e a tremer de medo. Lembro-me sim do medo que sentia e de fugir para a cama dos mais pais. Ao início acolhiam-me calmamente, alegando que devia ter visto alguma cena mais violenta na televisão e por isso os pesadelos. Com o passar dos anos, claro, dava muito mau aspecto uma rapariga do meu tamanho ir para a cama dos pais, começaram os raspanetes. Aos 18 anos fechei-me e tudo desapareceu.
O Universo deu-me quatro anos de "repouso" para eu pensar e aceitar a minha condição. Não o fiz.... e foi ai que a Caminhada começou...
Mas voltando ao ponto de partida. Aos 10 anos comecei a sentir presenças no meu quarto, sempre que estava às escuras, à noite. Não me recordo se as presenças eram boas ou más, nunca analisei isso. Via vultos, sentia presenças, ouvia vozes. Nunca me fizeram mal. Quando adormecia acordava molhada em suor e a tremer de medo. Lembro-me sim do medo que sentia e de fugir para a cama dos mais pais. Ao início acolhiam-me calmamente, alegando que devia ter visto alguma cena mais violenta na televisão e por isso os pesadelos. Com o passar dos anos, claro, dava muito mau aspecto uma rapariga do meu tamanho ir para a cama dos pais, começaram os raspanetes. Aos 18 anos fechei-me e tudo desapareceu.
O Universo deu-me quatro anos de "repouso" para eu pensar e aceitar a minha condição. Não o fiz.... e foi ai que a Caminhada começou...
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